sábado, 7 de fevereiro de 2026

O Fim de uma Era

Depois de décadas servindo o público brasileiro, chegou ao fim a era dos telefones públicos, conhecidos popularmente como orelhões.

Em 1971, quando chefiava o Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira, Chu Ming Silveira assumiu o desafio de criar um protetor para telefones públicos que reunisse funcionalidade e beleza. 
 
Que caísse no gosto dos brasileiros e se integrasse perfeitamente ao mobiliário urbano. E a partir da forma do ovo, simples e acusticamente a melhor, segundo a arquiteta, foram desenvolvidos os chamados Orelhinha e Orelhão.
A inauguração para o público se deu em janeiro de 1972, quando Orelhões foram instalados no Rio de Janeiro, no dia 20, e em São Paulo, no dia 25.

Até que, em 1992, surge o cartão telefônico, criado pelo engenheiro Nelson Bardini e implementado pela Telebrás. No Grande Prêmio de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos, São Paulo, foi apresentado o primeiro telefone público a cartão brasileiro. 

O telefone público a cartão foi oficialmente implantado no Brasil durante a Eco 92, conferência mundial da ONU sobre meio ambiente, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992, foram feitos para o evento os cartões da série Ecologia que se tornaram objeto de desejo dos colecionadores pela beleza e informações das peças. E, assim, surgia a telecartofilia.

Durante a década de 90, os orelhões e os cartões telefônicos popularizaram o acesso ao telefone e facilitaram a vida de milhões de brasileiros. Até o surgimento dos telefones celulares, era o meio mais utilizado para se comunicar à distância.

O ano de 2026 marca o fim de uma era no Brasil. Os orelhões, os famosos telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. 

Após o fim das concessões das operadoras, que não são mais obrigadas as mantê-los, a previsão é que a remoção dos 33 mil aparelhos restantes ocorra até 2028.

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