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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Entrevista com Kátia Azevedo para TV UNIESP

Colecionadora e profunda conhecedora quando o assunto é cartões telefônicos, a carioca Kátia Azevedo tem um acervo com mais de 1 milhão de peças. Telecartofilista apaixonada, possui raridades no seu arquivo pessoal.



Para ela, os extintos cartões telefônicos eram uma mídia em potencial pois guardavam e replicavam conteúdos históricos, sociais e pedagógicos a milhares e milhares de brasileiros.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer na Telecartofilia

Ao falar de arquitetura, complexidade, simplicidade e exuberância, é impossível não falar de Oscar Niemeyer. Com traços limpos e simples, ele desenhou uma arquitetura para impressionar - não apenas aos que usufruem da construção, mas também àqueles que, às vezes, apenas passarão pelas calçadas: “Sei que meus irmãos mais pobres nada vão deles usufruir, mas se forem bonitos e diferentes, vão parar para vê-los – será para eles um momento de surpresa e encantamento”.

Edifício Niemeyer - Série BH-101

Para Niemeyer, a arquitetura deve ser pensada como invenção, o que sempre fez com que seus projetos despertassem admiração. “A vida é mais importante que a arquitetura”, dizia Niemeyer.

Igreja da Pampulha

O arquiteto carioca, nascido em 15 de dezembro de 1907, ficou famoso por projetos que se tornaram cartão-postal de Belo Horizonte, no bairro da Pampulha, nos anos 1940, e de Brasília, dez anos mais tarde, com a construção da nova capital federal.

Série Brasília 38 anos

Nos anos 1950 foram construídos os edifícios que incluiriam Niemeyer na história da arquitetura nacional e o projetariam internacionalmente: os primeiros prédios de Brasília, como o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e a Catedral.

Série Brasília - Vista Panorâmica

Os traços leves e certeiros traduziram sua maneira moderna, inovadora e ousada de enxergar o mundo em mais de 70 anos debruçados sobre sua arte. Em sua mais conhecida construção de palavras, ele revelou sua base de inspiração ao descrever que “não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida”.

Texto: Reuters Brasil

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sábado, 15 de setembro de 2007

O caso do cartão telefônico com Saddam Hussein


O cartão 53 da série História do Mundo pretendia apresentar um episódio recente e marcante da história mundial. Mas a polêmica envolvendo a Guerra do Iraque causou o recolhimento dos exemplares que ainda estavam sendo vendidos nas bancas do estado de São Paulo.


O texto no verso descreve o desenho: “Em 2003, o presidente dos Estados Unidos iniciou uma guerra contra Saddam Hussein, para tirá-lo do poder no Iraque. Considerado cúmplice do terrorismo contra os Estados Unidos pelo presidente americano, Hussein perdeu a guerra e foi capturado em dezembro do mesmo ano.”

A Telefônica havia emitido 200.000 cartões no mês de junho de 2005 e decidiu recolhê-los em 26 de julho, um dia após o Ministério Público Estadual em Ribeirão Preto ter anunciado que entraria com uma ação na Justiça contra a empresa. De acordo com a Promotoria, a imagem do cartão incita à violência, à intolerância racial e divulga apenas uma versão – a dos Estados Unidos – para o conflito no Iraque.

“A Telefônica lamenta o constrangimento que a edição do cartão telefônico retratando o fato histórico da Guerra no Iraque ocasionou ao público em geral e, em particular, a seus clientes”, desculpou-se a empresa afirmando que não teve a intenção de causar “inconvenientes”.

A denúncia partiu do publicitário Djalma Batigalhia que ficou chocado com a versão apresentada no cartão. “Isso é uma propaganda de uma guerra na qual o Brasil não entrou e que a Organização das Nações Unidas (ONU) foi contrária. É uma história mentirosa e preconceituosa. Por que não colocaram as posições do Brasil e da ONU sobre o conflito?”

Batigalhia lembrou que o motivo que o presidente Bush utilizou para a invasão foi a suposição de que o Iraque teria armas de destruição em massa. Assim, não haveria justificativa para apoiar a ação militar dos Estados Unidos e seus aliados. E explica sua iniciativa de procurar um promotor para retirar os cartões de circulação afirmando que essa distorção histórica poderia prejudicar a formação dos jovens que colecionam cartões telefônicos.

O recolhimento feito pela Telefônica certamente não foi a solução para o problema, já que muitos cartões já haviam sido vendidos. Mas, a decisão da Promotoria de Ribeirão Preto abriu a discussão do assunto e atraiu a atenção dos telecartofilistas que passaram a ter um cartão mais difícil para completar a interessante, e agora famosa, série História do Mundo.

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